Educação. Um investimento contínuo.

Quem parar de aprender é velho, quer tenha 20 ou 80 anos. Quem continuar a aprender mantém-se forte. A frase não é minha, é atribuída a Henry Ford.

É por isso aflitivo ver tantas pessoas a envelhecerem precocemente mal terminam os seus estudos. A minha percepção é que existem demasiados jovens na casa do 30 e 40 anos que nunca mais voltaram a estudar – nem pensam fazê-lo – depois de terminados os estudos universitários ou profissionais. Especialmente porque existe tanta oferta de qualidade nas mais diversas universidades do país (e não só), com planos de formação executiva e profissional adequados aos momentos da vida e da carreira, que permitem adquirir novas competências e aperfeiçoar as existentes.

A educação/formação é o investimento mais seguro e com maior retorno que podemos fazer. Com a chegada da idade adulta deveríamos ser cada vez mais capazes de reconhecer o que precisamos melhorar ou que gostaríamos de aprender/aperfeiçoar. Esta capacidade de reconhecimento é fruto do amadurecimento, das experiências pessoais, dos relacionamentos que construímos e da própria ambição na progressão da carreira profissional.

O investimento em educação/formação não se restringe apenas aquele que fazemos em ambiente académico ou profissional, mas também nas competências que podemos adquirir para desenvolvimento pessoal (como aprender uma língua, música, artesanato, fotografia, falar em público, vencer a timidez, etc.). Pois, tal como diz o provérbio «O saber não ocupa lugar»!

Observe o momento em que está a viver agora. Faça um pequeno exercício de avaliar a sua bagagem educativa à luz do que são os desafios de hoje. Isto é, interrogue-se se aquilo que aprendeu há 5, 10 ou 15 anos ainda é actual ou se já não estará ultrapassado. E ultrapassado pode não significar que deixou de ser aplicável ou verdade, mas se o conhecimento não terá evoluído, se não haverá outra metodologia ou técnica a seguir. Verifique que competências que fazem falta neste momento, tal como aperfeiçoar o inglês ou aprender a programar uma nova linguagem, e comece por aí.

No campo pessoal pode utilizar precisamente o mesmo raciocínio: liste o que gostaria de aprender/aperfeiçoar e seja determinado em prosseguir esse caminho.

Por exemplo, até há 5 anos não me interessava por temas como economia, finanças e gestão. Até que percebi o quanto eles estavam ligados ao meu trabalho, mesmo que isso não seja completamente claro à vista desarmada. Mas, se pensarmos nas implicações que a implementação de um novo software pode trazer nos ganhos de produtividade e redução de custos de uma empresa ou organização, então, percebe porque entender os temas que referi é imprescindível para valorizar a execução do trabalho e explicar a um administrador ou director financeiro a mais valia daquele investimento.

Ponha de parte as desculpas comuns que usamos para adiar o início de algum tipo de aprendizagem: falta de tempo, dinheiro e energia; excesso de trabalho; falta de competência; receio do fracasso; medo do desconhecido; etc. O que não faltam são desculpas! Para isso recordo um outro texto que escrevi, que explicava que o nosso maior inimigo vive entre as nossas orelhas.

Na Internet encontrará um sem fim de formações e cursos que poderá realizar ao seu ritmo e muitos deles custam pouco ou nenhum dinheiro. Eu próprio tenho aproveitado este tempo para realizar alguns. Listo-lhe 10 sites onde poderá encontrar os mais diversos temas:

  1. Academia Freelancer
  2. YouTube (Sim, no YouTube encontram-se centenas de canais de ensino/formação dos mais diversos temas)
  3. MOOC Técnico
  4. Nova School of Business & Economics
  5. FutureLearn
  6. Linkedin Learning
  7. Hotmart
  8. Udemy
  9. Masterclass
  10. Creativelive

A lista poderia continuar. O que recomendo é que investigue o programa e verifique se se relaciona com o que deseja aprender. No caso de desejar utilizar esta formação para fins profissionais recomento também que verifique se é atribuído algum tipo de certificado.

Mas não só de cursos se faz a formação. As experiências que vivemos também nos ensinam preciosas lições e são reveladoras do que fazemos bem e mal, do que sabemos ou desconhecemos. Um exemplo simples é o de quando viajamos para um país estrangeiro: logo verificamos o quanto é bom saber inglês, mas por outro lado, percebemos o quanto nos faz falta praticá-lo no dia-a-dia e aperfeiçoá-lo. O mesmo acontece quando visitamos um museu ou uma exposição de arte: os nossos horizontes alargam-se e os sentidos ficam mais despertos.

A nossa educação requer um investimento contínuo, inclusive e especialmente na idade adulta. Não deixe de investir na sua educação e formação, seja ela pessoal ou profissional.